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Financiamento

PF e CGU apuram aplicação de servidores de Maceió no Master

ResumoPolícia Federal e Controladoria-Geral da União (CGU) cumprem oito mandados em Alagoas e São Paulo para apurar irregularidades na aplicação de R$ 97 milhões do Instituto de Previdência de Maceió (Iprev) no Banco Master, liquidado em novembro de 2025. A investigação foca na gestão dos servidores municipais responsáveis pelos investimentos.

Polícia Federal e CGU cumprem 8 mandados em Alagoas e SP para apurar irregularidades na aplicação de R$ 97 milhões do Iprev no Banco Master, liquidado em novembro de 2025.

São Paulo, SP
Adriana Pontes
Adriana Pontes Especialista em imóveis na planta e incorporação · 10 de agosto de 2026 · 3 min de leitura
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PF e CGU apuram aplicação de servidores de Maceió no Master

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) realizaram, nesta segunda-feira (10), uma operação para aprofundar as investigações sobre supostas irregularidades na aplicação de R$ 97 milhões do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev) em operações financeiras do Banco Master. Oito mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram cumpridos em cidades de Alagoas e São Paulo.

A operação mira possíveis falhas na gestão de recursos previdenciários. Segundo a PF, a suspeita é de gestão fraudulenta em duas aplicações em letras financeiras do Master: R$ 97 mil em dezembro de 2023 e R$ 17 mil em maio de 2024.

Quem são os investigados na operação da PF

A PF e a CGU investigam seis pessoas ligadas ao Iprev e à consultoria Crédito & Mercado. Entre eles, João Felipe Alves Borges, atual secretário de Fazenda de Maceió e ex-conselheiro do Iprev; Ronnie REYNER Teixeira Mota, ex-diretor-presidente do instituto; e Gustavo Antônio Rodrigues de Souza, ex-coordenador-geral de Investimentos.

Também são alvos Renan Foglia Calamia, dirigente da Crédito & Mercado; Marília Alexandre de Lima Alves, da Secretaria Municipal da Fazenda; e Marcelo Brasileiro Santos, membro do Comitê de Investimentos do Iprev.

Banco Master: da liquidação às suspeitas de irregularidades

O Master, pertencente ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, foi liquidado extrajudicialmente em novembro de 2025, por determinação do Banco Central (BC). Ao anunciar a medida, o BC informou que o banco havia violado normas do Sistema Financeiro Nacional e sofria com grave crise de liquidez.

A consultoria Crédito & Mercado, contratada pelo Iprev, teria atuado no credenciamento, na elaboração e na validação das análises das operações com o Master. A PF vê nisso uma "terceirização indevida da competência administrativa" do instituto.

O que diz a decisão de André Mendonça

Na decisão, Mendonça autorizou a apreensão de computadores, celulares, documentos e mídias em endereços ligados aos investigados, além das sedes do Iprev e da Crédito & Mercado. Também decretou a indisponibilidade de bens dos seis investigados até o limite de R$ 97 mil.

O ministro destacou que a PF aponta indícios de "possível direcionamento dos investimentos e exposição desproporcional do patrimônio previdenciário a ativos de risco elevado". As APRs teriam sido preenchidas com justificativas genéricas, sem análise comparativa ou de risco de crédito.

Próximos passos da investigação

As investigações buscam esclarecer o processo de credenciamento, cotação, análise de risco e tomada de decisão que antecederam os investimentos. A reportagem ainda não conseguiu contato com a prefeitura de Maceió nem com os investigados.

Perguntas Frequentes

O que é o Iprev?

O Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió é o órgão responsável pela gestão previdenciária dos servidores municipais.

Por que o Banco Master foi liquidado?

O BC liquidou o Master em novembro de 2025 por violação às normas do Sistema Financeiro Nacional e grave crise de liquidez.

Qual o valor total aplicado pelo Iprev no Master?

Foram aplicados R$ 97 mil em dezembro de 2023 e R$ 17 mil em maio de 2024, totalizando R$ 114 mil.

Quem autorizou as buscas?

O ministro André Mendonça, do STF, expediu os mandados de busca e apreensão.

O que pode acontecer com os investigados?

Eles podem responder por gestão fraudulenta e ter bens bloqueados, mas ainda não há condenação.

como funciona a liquidação extrajudicial de bancos o que é o Sistema Financeiro Nacional

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